crónicas e valoraçons da caravana a ceuta
participante
,
08.11.2005, (Id: 5027)
Nom tivemos oportunidade estes dias de colgar neste indymedia as crónicas e valoraçons que fizemos desde o nodo galego da caravana europeia contra o valado. Ai vam.
Um policia observa a caravana. Ao fondo, um bairro de Ceuta
PRIMEIRA VALORAÇOM:
(sábado, 5 de novembro)
Olá a todxs.
Saudos desde Ceuta. A Caravana Europeia contra o Valado deu começo ao seu decorrer por terras ceutis na manha de hoje. A denuncia da situaçom criada por um sistema económico que fomenta diferenças e desigualdades exponenciais.O Valado que a Europa Fortaleça vem de levantar para perpetuar a opulencia e a mal chamada sociedade do bem estar -por outra parte insostivel sem a aportaçom da força de trabalho migrante- era o objectivo em essencia de umha marea de coleticvos, entidades e individuos que acadarom dar forma e fazer visível a indignaçom e a solidariedade activa com xs nossxs irmaos subsaharianxs.
O enorme esforço de cooperaçom e coordenaçom firmado por colectivos e nodos de diferentes partes do Estado (Catalunya, Galiza, Madrid, Andalucía) e de Europa convirte ja em um exíto umha convocatoria nunca antes levada a praxe no estado espanhol que vem a evidenciar a conveniencia do trabalho em común.
Desde Ceuta, contra os valados, as mortes e as mentiras. Contra a Europa do Capital e a globalizaçom assasina.
Seguimos. Tumbemos o valado.
Antón Gómez-Reino Varela, Rubem Centeno Paradela e Xose Antón Moure Ferreiro.
CRÓNICA
(sábado, 5 de novembro)
Olá amigas. Ao redor de 500 pessoas chegadas de muitos sítios agolpavamo-nos no centro de embarque de Algeciras com destino a Ceuta esta manhá. Os férreos controlos por parte das autoridades (scannares, controlo de
equipagens, etc,) e a notícia de que a nossa chegada era portada no principal diário local de Ceuta nom auguravam um bom recebimento por parte dos seitores mais reaccionários da populaçom do enclave colonial. A colorida
marcha, onde predominava o laranja das camisolas com o lema "nom ao valado" começou no centro de Ceuta precedida por um combativo Sound System. Os protestos de alguns habitantes do enclave colonial desde os carros e as
casas tomavam corpo nas frasses de "iros de aquí" ou "llevaros a los negros a vuestra casa". A medida que a marcha abandonava o centro da cidade para internar-se nos bairros musulmans, os protestos converterom-se em sorrisos e aplaussos. Muitos rapazes destes bairros excluidos forom-se somando à manifestaçom, e alguns condutores ofereciam os seus transportes para os manifestantes. A tenssom foi aumentando a medida que a longa serpe de manifestantes chegava ao lugar dos valados onde 6 imigrantes foram
assasinados a tiros semanas atrás. Um cordom de antidistúrbios da Guarda Civil impedia o passo. Ao longe, no lado marroquino, dúzias de agentes à paissana da Securitè National marroquina vigiavam os acontecimentos. Como o cordom poliicial nom possibilitava o passo, umha delegaçom dos manifestantes depossitou flores no lugar dos assasinatos como homenagem a uns mortos que simbolizam os milheiros de seres humanos que morrerom estes anos no
Estreito. A tiros ou afogados. Vítimas de um regimem de fronteiras excluinte e fascista. Mentres os centos de manifestantes gritavam "assasinos", os agentes da Guarda Civil, cumpriam a sua funçom: defender a sangue e lume as
fronteiras da Europa Fortaleça. Nisso parece consistir a democracia na maravilhosa Uniom Europeia. Hoje impedindo o direito de manifestaçom. Onte -e quem sabe se manhá- disparando a civis desarmados cujo objectivo é procurar umha outra vida melhor.
A marcha toma esta tardinha o caminho cara o Centro de Internamento Temporal de Imigrantes (CETI) onde se encontram retidos e ameaçados de expulssom aqueles subsaarianos que conseguirom saltar os valados semanas
atrás. Seguiremos informando.
(noite e madrugada do 5 de novembro)
A marcha chega de noite, tras 6 km de caminhada ao CETI, onde se encontram retidos 400 migrantes, todxs elxs ameaçadxs de expulssom. O emocionante encontro materializava-se num intercámbio de gritos de apoio e aplaussos entre manifestantes e migrantes, a um e outro lado do valado que arrodeia o CETI.
A caravana estabeleceu o seu acampamento numha chaira próxima ao CETI. Até as 11 da noite -hora na que os migrantes tenhem que ingressar nas instalaçons do CETI- o acampamento converteu-se numha festa de confraternizaçom entre migrantes e manifestantes onde agromou a nossa raiva, debilidade e impotência ante este estado de coisas. A delegaçom galega entrevistou-se num encontro informal com migrantes procedentes da Índia ou Bangladesh, os quais chegarom a Ceuta após atravessar África numha viagem-penúria na que invertirom 2 anos e todos os seus aforros. Também falamos com Abdulaye, de Costa de Marfil, que ainda conservava nas suas mans as feridas produzidas polos espinhos que o separam de Europa. Abdulaye é quase um rapaz que escapou da guerra civil que asola Costa de Marfil. Encontra-se absolutamente só, numha situaçom de desolaçom total. Leva meses sem poder contactar com os seus pais, nom sabe se estam vivos ou mortos. O governo espanhol rechaçou a sua solicitude de refúgio político, e sobre el pessa a ameaça da expulssom...mas a onde? nom o sabe ninguem.
A desolaçom e a impotência também agromou em nós, quando iam ingressando a dúzias nas instalaçons do CETI. Umha situaçom repugnante: nós, privilegiados "solidários" da Europa, vendo-os a eles, fechados, privados de movimento, de direitos, de dignidade. Como em um zoológico.
(domingo 6 de novembro)
Pola manhá organizou-se no acampamento umha assembleia onde falarom aqueles migrantes que quisserom. Quedou clara a sua petiçom de serem arroupados para evitar as deportaçons: papeis para todxs! Também estabeleceu-se umha lista de contactos em Europa, da que participa a delegaçom galega, para estabelecer redes de apoio a aqueles que logrem sair do CETI e cruçar à península.
Ao meio dia desmontou-se o campamento e a marcha foi em manifestaçom até a delegaçom do governo. Produzirom-se diversas provocaçons e vários momentos de tensom nas ruas de Ceuta, um deles protagonizado por um energúmeno procedente do quartel de Guarda Civil. O delegado do governo recebiu a umha delegaçom da caravana na que se limitou a dizer que se ia cumprir a legalidade vigente em matéria migratória e a proteger a "boa" actuaçom das forças de segurança espanholas. Patético talante zp.
Por último resaltar o vivido no ferry de volta. A Guarda Civil procedeu a estabelecer um lento controlo de equipagens e documentaçons na zona de embarque, o que produziu que o ferry saira com umha hora e meia de retrasso. A retençom dalguns companheiros indocumentados, ou a intençom de dar orde de saida ao ferry quando muitos dos manifestantes nom lograram aceder a el, provocou um amotinamento nas instalaçons de embarque, com carreiras, tumultos e chegada de vários retens de antidistúrbios da Guarda Civil que tomarom as instalaçons. Mas, ao final, logrou-se que todas as participantes puderam aceder ao ferry. A nossa chegada a Algeciras foi recebida por um grupo reaccionário de cidadáns de Ceuta que volviam a casa. Recebirom-nos com "escupitajos" e insultos do estilo "putas, llevaos a los negros a vuestra casa".
O fascismo que agroma em certos seitores da sociedade ceuti (nom toda) tem a ver com a sua própria situaçom socioeconómica: vem na defessa da "espanholidade" o único que lhes dá poder como seres humanos: eles também, dalgumha maneira, som vítimas do regimem de fronteiras. Perfeito caldo para o fascismo.
participantegaleg@,
08.11.2005 (Id: 4006)
1 antes de colhe-lo ferry
2 atrás Europa-Fortaleza
3 preparaçom inicio da caravana
partivipantegaleg@,
08.11.2005 (Id: 4007)
+ da manha do sábado
participante galeg@,
08.11.2005 (Id: 4009)
1ª de caminho ao valado
2ª " " " "
3ª enfilando bairros fascistas. Curiosamente nos bairros de baixo estrato social atopamos o maior dos rechaços e os máis dos insultos e ameaças.
galeg@,
08.11.2005 (Id: 4010)
1ª sem palavras. a morte no día a día
2ª chegando ao valado
3ª fechado a cal e canto
galeg@,
08.11.2005 (Id: 4011)
Militariçazom do valado
galeg@,
08.11.2005 (Id: 4012)
militarizaçom 2
dignidade rebelde,
08.11.2005 (Id: 4016)
Máis fotos tiradas deste link atopado nunha nova do imc-estrecho
http://www.flickr.com/photos/73437968@N00/sets/1316247/
galeg@nómada,
09.11.2005 (Id: 4022)
+ imagens da homenagem aos compas subsaharianos mortos o 29 de setembro no valado
galeg@,
09.11.2005 (Id: 4023)
tras a homenagem começamos o caminho ao CETI atravessando de novo Ceuta. JA caida a noite chegada ao CETI.
galeg@,
09.11.2005 (Id: 4024)
chegada ao CETI de Ceuta. Sem palavras as fronteiras e as miradas dos irmaos atravesan-nos a todas.
galeg@,
09.11.2005 (Id: 4025)
A manha no acampamento as portas do CETI. Figemos umha assemleia com os compas migrantes.
galeg@,
09.11.2005 (Id: 4026)
tras a assembleia com os migrantes partimos -ja na manha do domingo- para a subdelegaçom do governo em Ceuta. Como nota globalizadora ahí temos a dom Amancio e o seu emporio chegando a África gracias ao post-colonialismo casposo espanhol.
galeg@nómada,
09.11.2005 (Id: 4027)
diante da subdelegaçom
+,
09.11.2005 (Id: 4031)
+
osfa,
11.11.2005 (Id: 4049)
Saludos desde otro indymedia
tonegz,
11.11.2005 (Id: 4055)
Os compas do Indy estreito, como sempre, em primeira linha da documentaçom contra o valado da morte.
Escoitade as palavras dos compas migrantes, por favor,paga a pena.
http://estrecho.indymedia.org/newswire/display/16939/index.php
tonegz,
11.11.2005 (Id: 4057)
Obrigado Osfa.
Susanne,
14.11.2005 (Id: 4080)
Hello galeg@,
I am working for a website called www.german-foreign-policy.com and I am looking for photos to illustrate our article about migration politics, "fortress Europe" and resistance against this rassist regimes. Would you allow that we take some of your photos of the caravan action on 8th november? That would be fine.
Please contact me to say yes or no:
shangri-la@netcologne.de
Thank you
Susanne
caravanista,
17.11.2005 (Id: 4210)
En la asamblea de la caravanaceuta de Malaga del 15 de Noviembre consensuamos la necesidad de no entorpecer el trabajo de las organizaciones en Ceuta.
Por favor tratad de anonimizar los rostros de todas las activistas perseguidos políticos
en situación precaria y de represión que actualmente aparecen en Indymedia. Estas personas pueden tener problemas a la hora de conseguir los papeles o solicitar asilo.
Es necesario ocultar los rostros de todas las activistas que participan en el movimiento contra la valla, independiente de su nacionalidad pero incluso más necesario hacer hacer anónimos los rostros de la activistas sin papeles.
En Alemania por ejemplo la policía fotografía a todas las manifestantes antifascistas de manera ilegal, para mas tarde investigar acerca de sus actividades.
¡ No hagamos el trabajo sucio de la policía! ¡ No le felicitemos el trabajo al aparato represivo de los Estados y a la prensa burguesa!
Para anonimizar podéis usar algún programa de retocar fotos mediante la selección oval y poniendo un filtro.