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28 de Junho: Subvertindo e desestabilizando identidades, irrompem as práticas queer
Maribolheras Precárias , 24.06.2006, (Id: 7513)
Este 28 de junho celebramos, mais umha vez, o Dia Internacional da Libertaçom de Gais, Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais. Frente a um movimento lesbi-gai capturado nas dinámicas de gestiom institucionais, instalado numha agenda política reduzida à consecuçom de algumhas reformas jurídicas, umha multitude de vozes dissidentes emergem nas margens do movimento LGBT: som as multitudes queer, que denunciam a normalizaçom da identidade lesbi-gai e a sua integraçom no establishment. Na cidade da Corunha diversos espaços sociais, redes e colectivos levam trabalhando hai algum tempo na articulaçom de expressons políticas que apostam por umha diversidade radical das identidades sexuais, por umha forma antagónica de entender e viver os géneros, por umha praxe vital dirigida à reapropriaçom do próprio corpo e dos próprios desejos. Este magma de subverssom vital tomará as ruas esta próxima quarta-feira, 28 de junho. Baixo a legenda "Ama como queiras: rompe a norma" partirá do Campo da lenha às 20'30 a 1ª marcha trans-lesbi-gai-queer precária, a Festa das Identidades Livres.


Quando em 1969 surge o movimento de libertaçom gai, com a revolta de Stonewall, a identidade gai e lésbica apostava por umha superaçom das categorias sexuais e de género, unida a umha transformaçom global e radical da sociedade. Com o passo dos anos, a identidade lesbi-gai estabilizou-se e materializou-se num estilo de vida homogéneo, funcional ao mercado, onde a identidade lesbi-gai é vissível só através do consumo. Tolera-se umha certa identidade homossexual, mas limitada e amordaçada por umha heterossexualidade global que, mais que umha mera opçom sexual, funciona como um autêntico regimem político. Regimem ligado ao patriarcado à homofobia e ao mercado.

As identidades clássicas perderom o seu sentido: já nom nos reconhecemos no movimento LGBT. Nós, putas, marikons, politoxicómanos, transsexuais pressas, sadomasoquistas, bears, bolhos de vida precária, punkie-femmes, butchs, loucas de bairro, sem papéis... queers -a fim de contas-, pouco temos a ver com a identidade lesbi-gai normalizada. Nom nos representa. Nom queremos umha vida homonormativizada ao estilo “Grande-Marlaska”. Partimos de umha perspectiva queer: os nossos desejos, os nossos prazeres, as nossas subjectividades desafiam frontalmente qualquer tentativa de normalizaçom. Cagamo-nos no género e nom admitimos que nos digam como temos que ser. As luitas som múltiplas e todas som nossas. Queremos levar à prática novas maneiras de viver. Partimos da nossa criatividade e das nossas paixons para construirmos um mundo melhor. Pensamos que o termo LGBT deixa fora a muitas dissidentes sexuais e força as nossas identidades a ser um mero nicho de mercado. Apostamos por um antagonismo global, que poténcie umha multitude de subjectividades sexuais irredutíveis, ingovernáveis, impredizíveis.

Queremos contribuir a tezer redes desde abaixo, a criar comunidades ingovernáveis, a transgredir as barreiras entre identidades, a fazer activismo e a viver divertindo-nos. Queremos produzir novas formas de subjectividade: abrirmos a caixa de Pandora. Experimentar novas formas de viver, novos desejos. Seduze-nos a ideia de experimentar prazeres que ainda estám por imaginar. Queremos reinventar as nossas vidas e fazé-lo com todas aquelas que luitam por um mundo onde todas podamos florecer. O movimento LGBT já é coisa do passado: som os tempos das multitudes queer.

MBP, 25.06.2006 (Id: 5451)



Esta segunda (luns), apartir das 19'00h, o Centro Social Atreu será um fervedoiro de actividade preparatória da Marcha Queer e da festa-botelhom do Campo da Lenha. Haverá reparto de cartazes e volantinas, pegadas, pinturas, faixas, teas, criaçom de lemas/cunhas de áudio, coordenaçom de músicos/percussionistas, definiçom de performances, articulaçom do contido político, etc. Nom faltes. Precissamos concretar este dia um dispositivo de ilusom e força que multiplique esta queerunha rebelde....





MARIBOLHERAS PRECÁRIAS , 25.06.2006 (Id: 5452)



As fotos teram que ser sacadas durante os actos que as MARIBOLHERAS PRECÁRIAS celebraram o próprio 28 de junho (mércores) desde as 20.30 às 2 da manhá. O acto que percorrerá as ruas da cidade terá como punto de partida e chegada o campo da lenha.
BASES CONCURSO
Cada participante pode concursar com um máximo de 5 fotografías. (nom se recolheram fotografías em moi baixa resoluçom (sacadas co telefone…)

As fotos devem ir sem asinar. Os dados das participantes (nome, telefone de contacto ou/e email) iram num envelope pechado e pegado na parte traseira da foto. O tamanho das fotos será A4 (+ou -). Seram entregadas no CAFÉ ALFAIATE (campo da lenha) desde o 1 ao 20 de Julho.

As fotos seram expostas no ALFAIATE desde o 29 de julho ao 29 de agosto. Durante este periodo elegira-se a foto ganadora mediante votaçom popular.

A fotografía ganhadora será a contracapa do número 5 de AS + PERRALHEIRAS que sairá entre os meses de setembro/outubro. A revista com umha tirada de 1.000 exemplares será distribuida por todo o país e algumhas cidades do estado espanhol.

As concursantes que queiram recuperar as fotos poderam fazé-lo no ALFAIATE desde o 1 até o 15 de setembro.




+, 27.06.2006 (Id: 5456)






mbp, 27.06.2006 (Id: 5457)

Caras amigas e amigos se amanha aparecera umha camioneta com a parte de atras aberta, na nossa convocatoria do campo da lenha seria umha grande alegria para nos assim que se algum de vos tem umha, porque nom a trae.
mersi por adiantado.
As MBP




maribolhi, 28.06.2006 (Id: 5458)



Maribolhis somos todxs. Diverssom, rebeldia, desejo e muita, muita festa!





sinuneuro, 30.06.2006 (Id: 5462)







Tenho poucas do passaruas animaros e mandade mais!!!!




sinuneuro, 30.06.2006 (Id: 5463)







divinas e precárias todas as bombeiras, anarquistas, atreueiras, mariquitas, osos, bolheras, macarras, fervesteiras, poetas, manicómicas e "toda la gente de bien de la coru" animarom o pasarruas e a festa





sinuneuro, 30.06.2006 (Id: 5464)







+ fotos





sinuneuro, 30.06.2006 (Id: 5465)







+ fotos





prekária, 30.06.2006 (Id: 5466)





Desbordando todos os cálculos iniciais centos de pessoas tomarom as ruas numha caótica e vibrante manifestaçom que deixou atónito a mais de um. "Mais condóns e menos vaticano", "O matrimónio é um atrasso", "A monogámia aburre às vacas", "Sou marika/bolhera, sou prekária e nom chego a fim de mês", "Há que queimar a conferência episcopal", "Abaixo as fronteiras, abaixo as bragas", "Abaixo os muros, abaixo os galhumbos" forom algumhas das consignas coreadas.
Gente com mascarilhas sanitárias e passamontanhas do arco íris denunciava a homofobia como enfermidade social; malabaristas, zancudos, músicos...
um magma de subverssom e desejo, umha aposta pola rebeldia de viver.
Em breves mais fotos. E em preparaçom um vídeo queer que sairá da factoria audiovissual atreu-deriva.

pd. Ai vai a notícia da ediçom digital da Voz que, posteriormente, eliminou as referências políticas mais canheiras na ediçom impressa:

(Firma: Agencias) gays y lesbianas han reivindicado hoy su sexualidad por primera vez en la ciudad de A Coruña en un acto organizado para celebrar el Día del Orgullo Gay, aunque desde una «diversidad radical», según su manifiesto.

El colectivo se concentró a última hora de la tarde en la Plaza de España en un encuentro en el que predominaron los disfraces, el color y el buen humor, y que luego se convirtió en una marcha por varias calles de la ciudad.

La asociación Maribolheras Precárias, entidad organizadora, mostró su rechazo al «típico desfile gay» y apostó por un «desfile desde y contra la precariedad de maricas, queers y bolleras».

Los dirigentes de la movilización expresaron críticas a una «identidad gay sólo visible a través del consumo, en cuanto nicho de mercado», indicó un portavoz de la asociación, Pablo Andrade.

Asimismo, rechazó «cualquier tentativa de normalización» y de «igualdad» por entender que el matrimonio es «un atraso que debe ser superado» y porque la identidad gay-lesbiana «está limitada y amordazada por una heterosexualidad global omnipresente», dijo.

El colectivo realizó también una oración con tono humorístico a una hipotética Santa Precária de Monte Alto, barrio coruñés por el cual se manifestaron, para pedirle, entre otros ruegos, aborto libre y protección para los inmigrantes, los trabajadores autónomos, los empleados explotados y «los que no llegan a fin de mes».




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sinuneuro, 01.07.2006 (Id: 5467)







+ fotos





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O nosso compi Papaghaio vém de colgar este maravilhoso fotolog comentado:
 http://contrapicado.fotos.net.br/queerunha/




--, 03.07.2006 (Id: 5476)







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