A passada quinta-feira, 10 de Janeiro, o Movimento Defesa da Língua enviou uma carta dirigida a diferentes membros do Governo português. O objectivo da carta foi fazer uma contextualização acerca da introdução dos canais de rádio e televisão portugueses na Galiza e fornecer argumentos sobre um tema que está a atingir especial visibilidade nos mass-media.
Com motivo da próxima Cimeira Luso-Espanhola a celebrar-se em Braga durante esta semana, o MDL considera não haver melhor oportunidade que esta convocatória para solicitar por meio de uma missiva o início do diálogo entre ambos os estados para introduzir as rádios e TVs portuguesas dirigida aos membros do Governo, entre os quais Augusto Santos Silva , Ministro dos Assuntos Parlamentares - que se tem manifestado com grande interesse perante esta iniciativa - ou o próprio Primeiro-Ministro José Sócrates.
A nossa associação reconhece a existência de algumas dificuldades técnicas, jurídicas e económicas, mas também pode assegurar que seriam superadas com um bocado de vontade política.
A introdução destes meios só pode trazer vantagens para a construção do espaço comum de cidadania europeia da euro-região Galiza-Norte de Portugal, vantagens para a protecção da cultura galega e do nosso património comum e uma ocasião de ouro para a promoção da língua portuguesa na Galiza.
Baseamos esta petição principalmente no documento aprovado (1992) e ratificado (2001) pelo Governo espanhol, a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias, conforme a qual não só é direito da Galiza receber as emissões de rádio e televisão portuguesas, mas também a República portuguesa tem o direito de emitir os seus sinais na Galiza.
Consideramos, no entanto, que existe a vontade de garantir este direito por parte de representantes políticos galegos e o Governo de Madrid está também disposto a falar deste tema, portanto, só precisamos e, aliás, solicitamos o mais importante: o apoio activo do Governo português.
Confira o artigo original em:
http://mdl-galiza.org/content/view/347/