Fomos quedando sós, o mar o barco e máis nós (Manuel Antonio)

Nunca Máis

fugaemrede.info

Pesquisar:

com imagens
com áudio
com vídeo

Rede Indymedia

www.indymedia.org

Projects
print
radio
satellite tv
video

Africa
ambazonia
canarias
estrecho / madiaq
nigeria
south africa

Canada
hamilton
maritimes
montreal
ontario
ottawa
quebec
thunder bay
vancouver
victoria
windsor
winnipeg

East Asia
burma
japan
manila
qc

Europe
alacant
andorra
antwerpen
athens
austria
barcelona
belgium
belgrade
bristol
bulgaria
croatia
cyprus
estrecho / madiaq
euskal herria
galiza
germany
grenoble
hungary
ireland
istanbul
italy
la plana
liege
lille
madrid
marseille
nantes
netherlands
nice
norway
oost-vlaanderen
paris
poland
portugal
romania
russia
scotland
sverige
switzerland
thessaloniki
toulouse
united kingdom
west vlaanderen

Latin America
argentina
bolivia
brasil
chiapas
chile
colombia
ecuador
mexico
peru
puerto rico
qollasuyu
rosario
santiago
sonora
tijuana
uruguay
valparaiso

Oceania
adelaide
aotearoa
brisbane
burma
darwin
jakarta
manila
melbourne
oceania
perth
qc
sydney

South Asia
india
mumbai

United States
arizona
arkansas
atlanta
austin
baltimore
big muddy
binghamton
boston
buffalo
charlottesville
chicago
cleveland
colorado
danbury, ct
dc
hawaii
houston
hudson mohawk
idaho
ithaca
kansas city
la
madison
maine
miami
michigan
milwaukee
minneapolis/st. paul
new hampshire
new jersey
new mexico
new orleans
north carolina
north texas
nyc
oklahoma
philadelphia
pittsburgh
portland
richmond
rochester
rogue valley
saint louis
san diego
san francisco
san francisco bay area
santa barbara
santa cruz, ca
seattle
tallahassee-red hills
tampa bay
tennessee
united states
urbana-champaign
utah
vermont
western mass
worcester

West Asia
beirut
israel
palestine

Topics
biotech

Process
discussion
fbi/legal updates
indymedia faq
mailing lists
process & imc docs
tech
volunteer
Entrevista com Alexandre, Cristopher, Santiago e Carlos, citados pola Audiência Nacional acusados de queimar um boneco
gzlivre , 26.01.2008, (Id: 14026)
Alexandre Bolívar, Cristopher Machado, Santiago Mendes e Carlos Pena, som quatro trabalhadores, vizinhos de Ponte Areias, que tenhem que declarar na “Audiência Nacional” sob a acusaçom de “injúrias à Coroa”. Conversamos com eles a poucos dias do seu deslocamento a Madrid


A vindoura terça-feira 29 de Janeiro tendes que declarar na “Audiência Nacional” acusados de injúrias à Coroa

Alex.- Sim, efectivamente, estamos citados por Grande Marlaska, acusados de termos queimado no dia 6 de Dezembro, em Vigo, um boneco de madeira, tamanho natural, do rei espanhol, após ter finalizado a manifestaçom autodeterminista de Causa Galiza.

Tanto eu como o Carlos responsabilizamo-nos por esta acçom simbólica, que pretende chamar a atençom para denunciar o Estado espanhol nas suas evidentes responsabilidades na marginalizaçom e opressom que padece o nosso país, pola grave situaçom de exploraçom e carência de futuro que padecem amplas camadas da classe trabalhadora, basicamente a juventude.

Carlos.- Somos revolucionários galegos, somos militantes da esquerda independentista e nom reconhecemos o Bourbom como rei da Galiza. Nom podemos desconsiderar que foi posto por Franco e carece da mais mínima legitimidade democrática. A sua figura representa a negaçom dos direitos mais elementares dos povos, a impossibilidade de exercermos a autodeterminaçom, de podermos decidir o nosso futuro colectivo sem entraves de nengum tipo.

Eu quero que as minhas filhas podam viver em galego numha sociedade galega livre e igualitária. Só umha República Socialista pode garantir algo tam simples como isto, que todas as pessoas sejam iguais, tenham idênticos direitos.





Como é o vosso estado de ánimo?

Cris.- Estamos tranquilos. Afrontamos esta nova acçom repressiva contra a esquerda independentista com serenidade e com firmeza. Somos plenamente conscientes que o Estado espanhol pretende impor umha nova acçom exemplarizante para dificultar o desenvolvimento do projecto independentista e socialista galego. Mas a história tem demonstrado a inutilidade destas medidas, pois quando um povo tem confiança no seu futuro e vontade de luitar, nom há maquinaria repressiva que o contenha.

Santi.- Contamos com o apoio e a solidariedade da nossa organizaçom, de NÓS-UP, e do conjunto do MLNG. No meu caso, com o apoio absoluto e incondicional da minha família e amig@s. Vamos a Madrid com a firme determinaçom e convencimento que a luita é o único caminho, que é necessário combater as políticas neoliberais que provocam o enriquecimento de uns poucos e o emprobrecimento de cada vez mais amplas camadas da classe trabalhadora. Eu quero que as minhas filhas podam viver em galego numha sociedade galega livre e igualitária. Só umha República Socialista pode garantir algo tam simples como isto, que todas as pessoas sejam iguais, tenham idênticos direitos.

Carlos.- A repressom que Espanha exerce sobre a esquerda independentista tem que ser assumida como natural entre a militáncia revolucionária e os sectores mais avançados do movimento popular. Som uns imperialistas fracassados e depois de 500 anos ainda nom lográrom assimilar-nos. Quase três décadas depois da morte de Franco, o actual regime espanhol e as forças políticas em que se apoia, chamem-se PP ou PSOE, BNG ou IU, negam os direitos mais elementares para a classe obreira e as naçons como Galiza, que luitam por sobreviver. E para impor o seu projecto nom duvidam em exercer a repressom com todas as suas variantes.

Alex.- É necessário afrontar a repressom com alegria e coragem. Nom nos podemos deixar amedrontar. Um povo que luita, umha classe que luita, padece repressom. É a nossa incómoda companheira de viagem. Sempre foi assim. Se nom há luita nom há repressom. É muito simples.



Que queredes transmitir à sociedade galega?

Alex.- Em primeiro lugar, umha reflexom sobre os défices democráticos de um regime que criminaliza as ideias, que fai do Chefe do Estado um fetiche intocável, semelhante aos monarcas absolutos, e que conserva um tribunal de excepçom, como é a “Audiência Nacional” espanhola, para combater a dissidência política. Nom podemos esquecer que esta instituiçom é continuaçom do Tribunal de Ordem Pública franquista, o famoso TOP por onde passárom centenas de trabalhadores e trabalhadoras, de estudantes e jovens galegos.

Hoje somos nós, como há uns meses fôrom outros militantes independentistas, quem somos citados por exercer a liberdade de expressom e defender os direitos nacionais da Galiza.


Cris.- Há uns dias, lim numha página web, nom lembro agora qual, umha reflexom a respeito da criminalizaçom das ideias republicanas por parte do regime espanhol, que perguntava se queimar umha carta com o selo do rei espanhol está também tipificado como um delito. Qual é a diferença entre isto e queimar um boneco? Porque este acto de oposiçom está penalizado num Estado que se declara democrático e de direito?

Santi.- O que aconteceu em Vigo no dia 6 nom é um delito. É um simples exercício de liberdade de expressom que na maioria dos estados da nossa área geográfica nom teria a mais mínima conseqüência jurídica. Mas aqui, os Zapatero e Rajoi de serviço, com a inestimável ajuda dos Quintana e companhia, pretendem meter medo, como antes tentárom ocultar a brutal repressom franquista, o holocausto que padeceu o nosso povo após 1936.

Carlos.- Solicitamos a solidariedade de todas as pessoas que se considerem demócratas e do conjunto do movimento popular. Estamos orgulhosos de ser luitadores galegos e vamos ir a Madrid com a cabeça bem alta.

 http://www.nosgaliza.org/principal.php?pag=lernot&id=1401