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Entre o delírio e o auto-ódio: Nom podedes vencer
Ramiro Vidal Alvarinho , 11.02.2008, (Id: 14215)
O que eu, que sofrim nas minhas carnes a repressom laboral por ser galego-falante, nom vou tolerar é que montedes o vosso circo sem que se vos digam as verdades que nom nos cansaremos de repetir: o galego é a nossa língua, e nom só por ser a que falamos. É a língua que nos fai povo, que nos fai naçom, que contem o nosso ADN histórico e cultural. Aquí estaremos para o dizer com orgulho, frente ao vosso delírio fascista e o vosso auto-ódio.
Entre o delírio e o auto-ódio: nom podedes vencer

O dia oito de Fevereiro, a Mesa Por la Libertad Lingüística convocou a primeira de umha série de concentraçons que tenhem pensado fazer no Obelisco da Corunha até o 7 de Março (curiosa coincidência com o fechamento da campanha eleitoral) com a finalidade de protestar contra a Lei de Normalizaçom Lingüística e contra a pretensa discriminaçom que, segundo os promotores das anteditas concentraçons, sofrem os castelhano-falantes.

A isto, responderom por volta de dous centenares de pessoas de maneira absolutamente espontánea e sem siglas de por meio, que se contra-manifestarom para pôr em evidência as mentiras e falácias da MLL. Como mínimo, os que se manifestarom CONTRA a convocatória deste fantasmagórico colectivo, duplicavam ou mesmo triplicavam a concorrência à manifestaçom anti-galega. Isto parece que nom entra na cabeça de quem teima em mentir para o seu próprio benefício sobre a realidade lingüística que se vive neste país; de facto, é bastante delirante a história que contam na sua página web.

O que aconteceu é muito singelo de explicar e entender; simplesmente numhas poucas horas, e de maneira espontánea, duascentas pessoas conseguirom juntar-se e organizar-se frente a umha pequena manifestaçom de fascistas. A polícia carregou contra a manifestaçom em defesa do galego...e o quê aconteceu? Pois que nom apenas nom conseguirom disolver-nos, mas inclusso muita outra gente que passava por alí somou-se-nos. Nem com a polícia da sua parte conseguem os inimigos da nossa língua intimidar a ninguém, e desde logo, muito menos vam conseguir somar simpatias que nunca vam ter.

O que nom se pode é ter a desfazatez e a desvergonha de afirmar que quem fala em espanhol sofre qualquer discriminaçom, quando a realidade é justo a contrária: quando nengumha família que quixer educar em galego aos seus filhos encontra no sistema educativo galego os méios para o fazer, quando a repressom e a discriminaçom laboral por razons de língua estám à ordem do dia, quando ainda segue a ser normal que num bar ou numha loja te tratem de humilhar por falar em galego. Nom podedes ir a nengum lado com essa mentira de que sodes as vítimas, quando vivedes neste país, por desgraça, como uns verdadeiros privilegiados, enquanto nós, galego-falantes, temos que viver como estrangeiros na nossa própria terra.

A Mesa por la Libertad Lingüística, isso sim, nom pode representar a ninguém. Polo menos, temos essa sorte. Nom pode representar a ninguém quem nom dá a cara, quem nom é transparente sobre as suas origens nem sobre a sua composiçom, que nom surge da auto-organizaçom popular e sim tem o seu nascimento nas cloacas da extrema-direita. Nom sodes ninguém, porque quem joga a ser submarino de interesses políticos inconfessados, está condenado a isso, a ser um mero instrumento. E por isso nunca o povo vos dará a razom.

O que eu, que sofrim nas minhas carnes a repressom laboral por ser galego-falante, nom vou tolerar é que montedes o vosso circo sem que se vos digam as verdades que nom nos cansaremos de repetir: o galego é a nossa língua, e nom só por ser a que falamos. É a língua que nos fai povo, que nos fai naçom, que contem o nosso ADN histórico e cultural. Aquí estaremos para o dizer com orgulho, frente ao vosso delírio fascista e o vosso auto-ódio.