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A grande troula
Raimundo Fitero (publicado no GARA) , 22.09.2008, (Id: 17013)
Estamos a viver a Grande Troula do Capitalismo


Fam os parêntesis no seu fundamentalismo capitalista quando os seus próprios intereses estám em jogo. O santíssimo regulador espontáneo, esse ente chamado Mercado, quando nom atura mais as suas descabeladas iniciativas especulativas, é baixado do altar para que intervenha o Estado, que nos tempos de vacas gordas é, na sua terminologia neo-liberal, o inimigo da Liberdade. Esta semana de setembro tem sido o mais arrepiante akelarre do selvagismo capitalista, a autêntica semana negra contra as pobres da terra. Rebaixo a demagogia: Contra todas as clases médias do universo, as que pagam impostos, as que aforram, as que vivem das rendas dol trabalho e nom das da especulaçom ou o património.

Estamos a viver a Grande Troula do Capitalismo, a mostra mais incontestável de que as palavras como Democracia, Igualdade, Justiça, nom som nada mais que enteléquias manuseadas pelos mandamases deste mundo injusto. O feito de que em quatro días se passem de criar o pánico na povoaçom, a umha farra malgastadora, nom é nada mais que a confirmaçom de que rim de nos, na cara, que nom é retórica nem dogmatismo assegurar que agora manda o Capital, as Finanças, os deuses do Dinheiro, a través dos seus corpos de ejército que se chamam Bancos, Asseguradoras, Bolsas, Impostos e ministérios de Fazenda. Na reserva estám os médios de comunicaçom, com as televisons na infanteria da desinformaçom e a sua vontade inequívoca de ponher o foco e os objectivos naquilo que lhes interesa para desmovilizar ou colocar à povoaçom nuns paraísos artificiais tam aditivos como as drogas.

A mensagem é nítida: se es um pobre trabalhador metido numha hipoteca, vas ter que buscar-te a vida e foderte. A nos, os que já ganhamos todo o que te roubamos, por se acaso, os bancos centrais vam-nos injectar uns quantos miles de milhons de euros e dólares para que segamos dominando o mundo. Os teus impostos nom vam à Sanidade ou ao ensino público, nem às pensions, senom à especulaçom financieira. Por isso celebramo-lo com umha grande troula. Ficamos com cara de idiotas.

tantotem, 22.09.2008 (Id: 12168)



Em tempos eufemísticos de "recessom económica", os capitalistas deixam ao marge a sua moralina privatizadora, o livre mercado e as leis invisíveis reguladoras para acudir como às portas da Administraçom Central a chorar pela sua salvaçom. E o governo do Estado, apresura-se raudo a intervir e salvar ao capitalista a conta do povo.

Umha vez mais fica à vista de todas a precariedade e a sinrazom dum sistema corrupto e depredador: as crisis do sistema capitalista pagamo-las, em definitiva, a gente da rua. Pena que muitas segam com vendas nos olhos ou com as miras desviadas.




Bardo do Vinho, 22.09.2008 (Id: 12169)

ao final sempre pagamolos mesmos
ao final sempre pagamolos mesmos

O estado interven cos cartos de todos, para salvar os beneficios duns poucos. Mentres se axuda o empresario a non deixar de ser rico, aplástase ao obreiros para que sigan a vivir na pobreza sometidos.

Por que non meten aos que arruinaron a economia no carcere? Por que non deteñen a ises ladróns que teñen os seus petos cheiños de papel verde?

Neste mundo e neste estado, a única liberdade a a de libre mercado.



un, 23.09.2008 (Id: 12175)

Mentras tanto a tontuna nacionalista sigue co seu desvario facendo paises interclasistas e os etarras matando polis enfriando a loita de clases.