galiza.indymedia.org
@S ANARQUISTAS CONTRA GALICIA BILINGÜE
A , 04.02.2009, (Id: 18440)
A recente convocatória por parte de Galicia Bilingüe de uma manifestação em Compostela como final de uma carreira desde o seu nascimento há anos plenamente focada para devolver o poder parlamentar da Galiza ao PP, e a resposta lançada desde diferentes meios e coletivos, evidéncia uma problemática ao respeito da lingua que @s anarquistas galeg@s, fora de casos exepcionais, não acertaram a ver com lucidez, assí como a necessidade de uma postura diáfana por parte do anarquismo ante a aparição de organizações de corte fascista como GB e os intentos de recuperação nacionalista de qualquer oposição.
Sem irmos mui para trás no tempo, sim é necesário repasar qual a postura d@s anarquistas nos últimos tempos.

Vemos por um lado como em muitas ocasiões, de jeito acrítico e muito longe das tentativas integrais e radicais com que se deveriam analisar todas as problematicas, @s anarquistas têm reproduzido a posição do poder, mantendo-se na postura de privilegiar o uso do castelão sobre o galego, ou têm manifestado uma quase depreciativa indiferência, até o extremo de usos do galego anedóticos, residuais, quando não chegando à des-culturação que supõe textos ateigados de gralhas, que estes falantes nunca cometeriam em castelão.
cartaz Re-Evolucion cartaz jornadas CNT
Trás desta postura manifesta-se em muitas ocasiões um anti-nacionalismo que não é aplicável ao caso, e leva às anarquistas nesta tessitura a um paradoxal alinhamento com o nacionalismo espanhol. Necessário que fique tambem claro que são anarquistas como @s asinantes do cartaz à esquerda quem se mantêm nesta posição, mas não sempre. Tambem anarquistas com posturas claramente libertadoras, erram ao entender uma relação necesária entre lingua e nacionalismo, quando esta se da na verdade entre lingua e cultura e povo, aspeitos todos que deviam ser defendidos com afouteça pel@s anarquistas.

Mas noutro lado vemos como tambem os setores mais comprometidos do anarquismo sim apostam pelo galego como única forma de comunicação posível dentro da Galiza, e fa-no desde posturas muito críticas com o pensamento nacionalista, crítica desde a que há que entender o emprego geraliçado de normas como o padrão frente ao AGAL ou ILG, normas que se entendem tingidas de ideologismo e diferenciação fictícia, todo o qual é um debate aberto de mais para ser tratado cá.

Historicamente o anarquismo foi quem de perceber toda forma de opressão e de agir contra elas. O anti-militarismo, o ecologismo, a libertação sexual, a libertação da mulher, são exemplos claros, lutas nas que o anarquismo se desenvolveu até em momentos nos que a esquerda autoritária defendia visões antagónicas e enfrentadas.

Mas, pelos motivos que for, na Galiza não se estendeu esta visão à opressão cultural-idiomática. Choca, em quanto que num contexto como o galego é muito fácil entender o enfrentamento de classe refletido na oposição lingüistica, mas talvez este é o motivo pelo que o anarco-sindicalismo tem sido mais sensível.
cartaz union libertaria re-evo
No entanto, devia ser para o anarquismo uma questão fulcral a defesa da cultura própria de um qualquer território, mais quando se trata de uma cultura minoriçada e francamente ameaçada por uma força de poder que se coloca acima. Não se trata de defender a cultura galega frente a outra cultura, mas de defender a pervivência e existência da cultura galega ante uma ameaça do poder, e de defender as suas manifestações, entre elas a lingua.

Mas uma visão rápida ao que há por trás de Galicia Bilingüe devia situar definitivamente ao movimento anarquista. Desde o seu nascimento num liceo de Vigo, GB agiu numa dupla direção: por uma parte, jogar um papel decisivo como força de choque do nacionalismo espanhol na Galiza tendente à recuperação do poder político pelas direitas; por outra, atacar a existência da própria cultura galega lá onde está numa situação mais fraca e onde a proxeção do ataque é maior: nas crianças e na educação.

Assí, afirmamos que é necesária a resposta d@s anarquistas e ao tempo marcar uma distáncia clara com nacionalistas e independentistas, o que não significa questionar o seu direito a agir na direção que podam considerar conveniente.

É necesária em quanto que é um imperativo para o anarquismo a defensa das culturas. E é necesária em quanto que o anarquismo deve manter uma atitude beligerante com todas as manifestações opressoras, restritivas de direitos ou decididamente fascistas, como a que neste caso representa Galicia Bilingüe. É necesária tambem porque não seria bom que movimentos populares sofram uma recuperação desde a esquerda parlamentar, como temos visto fazer nos últimos anos nomeadamente ao BNG (lembrar: Nunca Mais, os lumes, Galiza non se vende, e não esquecer), e neste sentido as visões e análises anarquistas têm muito que aportar.

E é necesária porque o anarquismo é, ou devera ser, um movimento de emancipação integral, que debe dar sua visão e sua alternativa em todas quantas circunstáncias afetam às pessoas. Se ultimamente semelha que o anarquismo na Galiza se fundiu em um complexo que o leva a não se posicionar em questiões susceptiveis de ser assumidas, ou assumidas de facto, por outros movimentos políticos, esta é uma circunstáncia que haverá de ser combatida desde o próprio movimento, com a honestidade de incorporar leituras não surgidas de nós, e com a radicalidade analítica que tem caracteriçado ao anarquismo históricamente.

Un, 04.02.2009 (Id: 13101)

¿Quen asina o ecrito?




..., 04.02.2009 (Id: 13103)

cagho na óstia, que p...as preguntinhas sobre:


e quem assina isto?
e quem é?
e quem convoca?


joder, sempre mirando para as siglas,


QUE MAIS DÁ QUEM CONVOQUE, OU QUEM ASSINA!!!


SE AO FINAL TOD@S @S QUE PREGUNTADES SODES UMHA P..A MERDA DE ESTALINISTAS RÁNCI@S QUE SÓ QUEREDES VER SIGLAS,

(ou pior, mader@s)




uma, 04.02.2009 (Id: 13104)

pessoa. É um texto de opinión, penso.




UN, 04.02.2009 (Id: 13105)

Eu quería saber se era unha opinión dun grupo ou dunha individualidade porque ten cousas interesantes.
De ahí a chamarme estalinista e madeiro, pareceme esaxerado e una provocación.

Tranquilos, non volverei a entrar nesta páxina que está feita para os barbaros. Penso que ti es un estalinista ou un madeiro. A min con 15 anos ainda non me deu tempo.



...

..., 04.02.2009 (Id: 13106)

NOm me vou desculpar inda que penses que deberia faze-lo.

nom é só por ti, pero estou farto que a gente pregunte isso.

venha, um saudo.




Individuo., 05.02.2009 (Id: 13107)

Desculpa, pero a Rede Galiza Non Se Vende nunca foi "recuperada" como dis no artigo, polo BNG porque nunca estivo presente o BNG na rede, polo tanto non recuperou nada nin ten nada ke recuperar. Informoche ke a día de hoxe o acordo é ke ningún partido político nin sindicato pode formar parte da Rede autónoma e popular GNSV. Ademais desde a Rede estanse denunciando as políticas dos tres partidos (sobre todo no ke ten ke ver co território) e estase apostando por outra forma de facer política desde abaixo.

Un saúdo.




comochoconto, 05.02.2009 (Id: 13108)

Este é um debate gerido na nova página galizalibertaria.org (como pode-se ver na ligaçom ajuntada na notícia) e se alguém quere saber quem assina só tem que ir lá.

Dizer que esta página é umha iniciativa do colectivo 'Union Libertaria' de Ferrol e como dim na sua editorial:

'Desde a rede internet desejamos oferecer um outro lugar de encontro para todas aquelas organizaçons e individualidades libertárias e antiautoritárias que desejem trabalhar conjuntamente para combater ao neoliberalismo rampante. A questom nom é criar um espaço de mobilizaçom virtual na internet que suplante ás mobilizaçons na rua, senom que a nossa intençom é a de que estas páginas sirvam para apoiar as loitas que se vaiam fazendo no mundo real. Um espaço que poida servir além para a reflexom é o debate constructivo entre companheiras e companheiros'.




rubendeferrol, 05.02.2009 (Id: 13111)

" [...] pero a Rede Galiza Non Se Vende nunca foi "recuperada" como dis no artigo, polo BNG porque nunca estivo presente o BNG na rede, polo tanto non recuperou nada nin ten nada ke recuperar [...]"

Certo é que a rede Galiza Non Se Vende inda non foi recuperada polo BNG (Non así a plataforma Nunca Máis), o feito de que haxa unha convocatoria unitaria da rede a 15 días das eleizóns baixo o lema " Goberne quen goberne: Galiza non se vende" así o demonstra.

Máis o feito de que na rede non participen Partidos Políticos ou sindicatos, non garante que non sexa susceptibel de recuperazón por parte destes/as.

Mirade se non: O comité cidadán de emerxencia da ría de Ferrol é dirixido por integrantes do PSOE ( Lalán, Pillado... da asociazón Fuco Buxán). O Comité Cidadán está integrado na rede e polo tanto convocan, máis na súa páxina web non hai unha soa referencia a esta convocatoria ( www.comitecidadan.org), nin á caravana que pasará por Ferrol este finde...

Alguén pode alegar que o comité cidadan non está dirixido por estes individuos, máis quen coñece a súa práctica e dinámicas sabe que teño razón nisto. Na páxina de Reganosa Demolizón (www.reganosademolizon.org) temos falado longo e tendido ao respecto deste tema.

@s libertari@s de Ferrol temos intentado participar nas asembleas cidadáns do Comité, máis o conceito de asemblearismo que temos difire moito do asemblearismo destes lideres de pacotilla, que conciben a asemblea como un mero aparato informativo do seu Comité, sen capacidade decisoria.


...

Susana, 06.02.2009 (Id: 13124)

Como persoa que intenta ser anarquista e militante da CNT concordo coa analise do texto.
Agora me fara gracia ver o espectro nacionalista-independentista falar de anarcoindependentismo a traves deste texto: esto e radicalmente mentira, de feito e un oximoron dende o meu punto de vista, pero o independentismo galego non ve en cores sinon en branco e negro, en realidades nacionais e naciones explotadas.
Non vos levedes a engano, eu pola miña parte sempre defenderei a libre federacion dos pobos da peninsula, pero nunca a independencia coma reproduccion do sistema.
Os anarquista temos que ver o mundo dende a oposicion, de clase a confrontacion de obreir@s e burgueses, porque antes que calquera cousa somos obreir@s.
Revolucion social=liberdade
Independendia= mesmo candifenrente colar

Concordo co escrito por ruben no galizalibertaria




Lisboa , 10.02.2009 (Id: 13152)

Deixo aqui (desde Lisboa) a minha solidariedade (escrita) com @s manifestantes galeg@s.

Também acho muito interessante este texto (@S ANARQUISTAS CONTRA GALICIA BILINGÜE) e a sua posição na defesa das culturas populares.

Como nota final acrescento que não gostei nada da resposta dada pelo autor do segundo comentário à pergunta (Quen asina o ecrito?)feita no primeiro comentário. Qual o mal de perguntar? E depois responder com insultos e asneiras...é muito baixo...e nada libertário...

Saúde