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um jurado popular defende e justifica um duplo crimem homófobo em Vigo
maribolheras precárias , 21.02.2009, (Id: 18693)
homofobia social: tribunal polpular em Vigo

jurado popular que tapam as caras ante os fotógrafos
jurado popular que tapam as caras ante os fotógrafos

Manifestamos a nossa raiva ante este exerciço de homofobia social.

Consideramos que, com esta sentência, este xurado popular justifica e ampara os assasinatos homófobos e, simultaneamente, abre a veda aos crimens de ódio.

Chamamos à mobilizaçom ante a repugnante atitude deste Jurado Popular!

Com 7 votos frente a 2, um jurado popular acava de absolver a Jacobo Piñeiro, responsável do assasinato de Isaac Pérez Triviño e Júlio Anderson Luciano. Consideram que o autor confesso dos crimens só é culpável de incendiar a casa para borrar as pegadas, e que sofreu um "medo insuperável" a ser violado. Um pai de família -como Deus manda- frente a umha parelha de maricons, um deles imigrante. Eles o procurarom. Actuou em legítima defensa movido por um medo insuperável a ser violado. Este é o raçoamento do jurado popular. Por isso assestou-lhes 57 coiteladas, atou-nos à cama, abriu o gas e prendeu lume à casa em 5 focos diferentes. Quando um dos assasinados, gravemente ferido, logrou encerrar-se num dormitório escapando do seu agressor, e mentres chamava à polícia, Jacobo Pinheiro tirou à porta abaixo e volveu agredir ao moribundo para rematá-lo. O outro já estava morto. Isto para o jurado popular é legítima defensa.

Dizia Judith Butler que é necessário perguntar-nos pola ligaçom entre coerçom e submissom às normas de gênero. Os crimens de ódio homófobos estariam relacionados coa existência da justificaçom da violência, fruto de um pánico profundo e de umha angústia extrema ante o incumprimento das normas da masculinidade heterossexual. Esta violência foi justificada e amparada onte polos 7 membros do jurado popular que tapam as caras ante os fotógrafos.

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