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Arredor de 8000 persoas na mani unitaria contra o PXOM de Vigo
GAS , 14.04.2005, (Id: 2477)
Éxito desta convocatoria contra o PXOM de Vigo, que non será a última según se dixo ao acabar o acto, xa que o goberno municipal segue teimando en aprobar o plan en xuño, para que a Xunta o ratifique antes das eleccións galegas.

¡Plan Xeral, Vergoña Municipal!
¡Plan Xeral, Vergoña Municipal!

¡¡Corina escoita, Vigo está en loita!!
¡¡Corina escoita, Vigo está en loita!!

¡Ronda NoN!
¡Ronda NoN!

¡Corina, atende, Vigo non se vende!
¡Corina, atende, Vigo non se vende!

¡¡¡¡Bota por fora, a depuradora!!!!
¡¡¡¡Bota por fora, a depuradora!!!!

o bispo de teis?
o bispo de teis?

Este mércores 13 de abril, a partir das sete da tarde xa comezou a concentrarse xente na praza do concello, notábanse xa ás gañas que a xente tiña de que se producise esta protesta, que prometía ser numerosa a xulgar polas miles de alegacións presentadas desde o luns e que desbordan a capacidade dos funcionarios municipais (dise que xa son preto de 40000).

Aprobeitamos este tempo no que ía chegando a xente para repartir panfletos, pegatas contra a ronda ou o pxom e para recoller firmas coas que se pretende esixir ao concello unha consulta/referendum sobre o plan. (na “cova dos ratos” temos impresos de recollida de firmas).

Pasadas as oito arrancou a pancarta principal co lema “Plan Xeral Vergoña Municipal”, pero debido a afluencia de xente, aínda tardamos un bo rato en dar saido da praza todalas participantes, se ben algunha xente xa se sumou en Romil e no paseo de Alfonso XII.

Ao chegar á Praza da Princesa, onde está a Federación de Asociacións de Veciñas “Eduardo Chao” (que apoian ó PXOM), se parou para abuchealos un rato e a xente de Teis que de novo ían en plan enterro do seu bairro, con cadaleito e cura incluido, deixaron unha cruz con coroa de flores na porta, así como algunhas pegatas.

Seguiu a mani pola Porta do Sol, Policarpo Sanz e ata a Escola de Artes e Oficios onde se expón o plan xeral e o concello ten instalado un rexistro especial para entregar as alegacións.
E diante deste edificio, as nove e media deu chegado toda a a xente e leuse un comunicado, consensuado pola vintena de organizacións convocantes.

Ao igual que ocorría nas manis de nunca Mais ou contra a guerra de Iraq, foi unha mani moi viva, diversa e participativa, á grande cantidade de pancartas dos colectivos presentes, sumouse a imaxinación individual ou familiar de grande parte dos asistentes que levaban pancartas propias, camisetas pintadas, timbais, silbatos, petardos, disfraces…nada que ver cun desfile monocor.

Os principais colectivos presentes na mani foron os de Teis, Coordenadora contra a Ronda de Vigo, Matamá, a xente da depuradora de Coruxo, Garrida, Lavadores, Bembrive, Samil, Castro, Sárdoma, e políticos Esquerda Unida, Nos-UP, Outro Vigo é Posible.
O Grupo Axitación Social tamén estabamos apoiando, claro.

Grupo Axitación Social

As fotos son da prensa.
- Caixa dos correios:: gasvigo(a)moviments.net

Tirado de galizalivre.org, 14.04.2005 (Id: 1573)



Mais de 9000 pessoas saiam onte às ruas de Vigo para exigir a paralisaçom do novo Plano Geral de Ordenaçom Municipal (PGOM) pactado polo PP e o BNG. A convocatória partia dumha Praça do Concelho ateigada de gente, sem o respaldo de nengum dos grupos políticos com representaçom municipal e organizada por arredor dumha trintena de colectivos e associaçons dos bairros e paróquias da cidade.

Previamente a esta grande manifestaçom vicinal, a semana iniciava-se com a entrega de 38.000 alegaçons ao projecto urbanístico no registo municipal. A mobilizaçom discorreu entre palavras-de-ordem contra os responsáveis políticos do PGOM José María Figueroa -actual concelheiro de Urbanismo (PP)-, o dirigente do BNG Xavier Toba –anterior edil desta carteira no governo BNG-PSOE, considerado pai intelectual do projecto- e o governo municipal de Corina Porro. Aliás, coreárom-se palavras-de-ordem como Vigo nom se vende, Nom ao Plano Geral, Maos arriba: isto é um atraco ou Plano geral, plano do capital.

A mobilizaçom discorreu sem incidentes resenháveis até a Escola de Artes e Ofícios, instalaçom que estes dias acolhe a exposiçom pública do PGOM. Ali dou-se leitura ao manifesto unitário em que se fizo umha crítica do documento “por estar feito de costas ao povo, nom ser participativo e nom ser democrático”. Umha multidom de colectivos e associaçons populares exprimiam o seu apoio à convocatória, pondo de manifesto o amplo rechaço social que o pacto entre o PP e o BNG tem desatado entre a cidadania viguesa. Citar como mais salientáveis a Coordenadora pola supressom da Ronda de Vigo, a Comissom de afectados pola depuradora de Corujo, a Associaçom de afectad@s polo Plano Especial de Protecçom do Monte da Guia e umha dúzia de comissons de vizinhos atingidos por diferentes Peris (Sárdoma, Samil-Návia, Guixar, Torre Cedeira, Carvalha, Tomás Alonso, Raviso, etc.).

Citar também entre as entidades que apoiárom a convocatória o Plano Comunitário de Teis, Vozes do Litoral, Asivigo, Associaçom Vicinal de Lavadores e A Salgueira, Associaçom Cultural Revolta, Agir, Grupo de Agitaçom Social, NÓS-Unidade Popular e IU-EU. Os ánimos estám bastante tensionados arredor do planeamento e as entidades assegurárom que a manifestaçom de onte era mais um chanço dumha luita que deve continuar.

Um PGOM para as promotoras e construtoras

O projecto que avalam PP e BNG suporia a entrega absoluta do urbanismo na cidade viguesa a grupos económicos privados. Assinalaremos, além de outras informaçons que galizalivre.org veu publicando estes dias sobre o PGOM viguês, que o texto urbanístico projecta construir 123.000 novas vivendas nos 109 quilómetros quadrados do termo municipal. Dizer, aliás, para podermos albiscar as dimensons da operaçom, que o número de vivendas existente na cidade actualmente é de 113.000 e 28.000 destes andares estám desocupados.

Este colosal negócio do solo e a construçom desenvolveria-se a razom da edificaçom de 2000 novas vivendas anuais, requalificando 500 âmbitos do termo municipal e urbanizando 70% do rural, incorporado definitivamente a umha macrourbe que disporia de 40 zonas de torres entre as 12 e as 20 alturas. Somemos a isto a construçom da Ronda de Vigo, projectada para “comunicar as paróquias com o centro da cidade” -embora os destinatários reais do modelo sejam Citröen e Carrefour e muitas paróquias nem sequer disponham de acessos à citada via- e teremos um quadro aproximado do que está a ocorrer.

Surge um movimento vicinal nom burocratizado

Se algo resulta destacável no novo movimento vicinal que pode calhar na cidade de Vigo, além do seu carácter maciço, a sua escassa organizaçom e a articulaçom por volta dos efeitos do PGOM em cada bairro e paróquia, é a sua absoluta desvinculaçom dos grupos políticos municipais, umha extendida desconfiança face o chanchulho institucional e a desconexom a respeito da chamada Federaçom de Associaçons de Vizinh@s de Vigo, entidade supeditada a distintos partidos institucionais, que vem agindo como dique de contençom das protestas nos bairros e paróquias e lançava esta semana acusaçons contra as entidades e pessoas mobilizadas onte. O entreguismo da Federaçom era ultrapassado nos factos pola própria cidadania afectada. Incluso algumhas associaçons desligavam-se da postura oficial para assistir à protesta.

Assinalar a respeito da participaçom de organizaçons políticas, a presença exclusiva de IU-EU e NÓS-Unidade Popular. A formaçom independentista vem pondo acima da mesa a estreita vinculaçom entre o capital financeiro, industrial e comercial e a planificaçom desenhada por PP e BNG. NÓS-UP denuncia, aliás, a agressom que o PGOM suporá ao riquíssimo património histórico, cultural e natural viguês, assim como os efeitos da turistificaçom no termo municipal (urbanizaçons de luxo e portos desportivos sobre áreas litorais). Onte, @s independentistas participárom num extenso cortejo com umha faixa onde se podia ler a legenda Defendamos a Terra: por um PGOM racional e sustentável ao serviço do povo trabalhador.

Resenhar, por último, que nos dias prévios à manifestaçom activistas de associaçons vicinais, comissons de afectados e da própria formaçom independentista galega NÓS-UP fôrom objecto em diversas ocasions de acossa e perseguiçom por parte de agentes municipais. A Polícia local vem-se escudando na ordenança ditada por Corina Porro que sanciona qualquer actividade propagandística realizada à margem da mídia oficial. A nova normativa impunha-se recentemente com vistas à celebraçom da regata de elite Volvo Ocean Rice o vindouro mês de Novembro e para a que as autoridades locais querem ter a cidade “limpa”.