NÓS-UP perante os incêndios florestais que queimam Galiza
NÓS-Unidade Popular
,
19.08.2005 00:19, (Id: 4355)
É hora de deixar-se de eufemismos e denunciar e combater os intereses económicos que promovem o lume, nomeadamente os urbanísticos e madeireiros, e legislar imediatamente para que em nengum caso podam tirar ganho do terrorismo ambiental que promovem desde a mais total impunidade.
Mais um ano arde o monte nos quatro cantos do nosso país
Mais um ano arde o monte nos quatro cantos do nosso país sem que se pratique qualquer política eficaz contra esta maré preta de cinza e fume que já fai parte da paisagem da Galiza.
Às 800 hectares queimadas em Campolameiro, unem-se 300 do Ancoradoiro (Muros) e Larinho (Carnota), 400 em Castrelo do Val (Monte Rei), o Roxal-Neda (Trasancos), Costa da Morte, o Condado, a Marinha, Barbança, etc...
As cifras oficiais falam de mais de 15.000 hectares no que vai de ano. Também dous trabalhadores morrêrom nas tarefas de extinçom do lume.
As declaraçons do novo conselheiro de Meio Rural, a quem ainda nom se lhe pode exigir responsabilidade, nom deixam ver umha vontade decidida de atalhar o problema desde as suas raízes. Alfredo Soares Canal acha excessivo falar de que os incendiários contam com cumplicidades institucionais. No entanto, é facil assinalar os resultados da coincidência de interesses entre os beneficiários do lume e muitos governos locais corruptos.
É hora de deixar-se de eufemismos e denunciar e combater os intereses económicos que promovem o lume, nomeadamente os urbanísticos e madeireiros, e legislar imediatamente para que em nengum caso podam tirar ganho do terrorismo ambiental que promovem desde a mais total impunidade.
Junto a estes autênticos maioristas do lume, existem também outros elementos de mentalidade curtoprazista, como os motivados por interesses cinegéticos, ou de procura de novos pastos, e mesmo a concorrência dos pirómanos e algumha imprudência.
Em todo o caso, os lumes produzem-se pola desertizaçom do rural e a destruiçom dum modo de vida com a conseguinte despossessom da referêncialidade cultural, social e económica do monte. Pola expansom das espécies florestais alóctones e pirófitas, que substituem a riqueza das florestas autóctones por imensas plantaçons a alimentar a voraz indústria pasteira.
Urge umha política de prevençom que ocupe de jeito estável o pessoal contratado estacionalmente até agora, e um mando unificado para todos os efeitivos de extinçom que actuam no País.
Cumpre salientar, aliás, que nos últimos quinze anos, desde o governo autónomo do PP presidido polo velho fascista, e os seus porta-vozes, se pretendeu intoxicar a opiniom pública com a suposta existência de mafias organizadas, tramas obscuras e fins políticos que malogravam a reduçom e mesmo supressom dos incêndios com que se comprometeu eleitoralmente Fraga em 1989. Ainda mais, para nengum observador ou observadora atenta passou despercibido que na calorosa quinzena de Junho que precedeu as eleiçons autonómicas, as supostas mafias estavam inactivas. Mas após a derrota da ultra-dereita, voltárom à “normalidade”, até chegar ao seu ponto álgido, coincidindo com o fim–de-semana mais feriado do ano.
Galiza, 17 de Agosto de 2005
df,
19.08.2005 - 05:01 (Id: 3479)
a información deve vir remitida polo jichiño ese que teñen traballando na cuadruilla municipal de Ames.
Por certo, unha aposta, independentemente que o mes de setembro sexa o máis seco, que nos xogamos que na segunda quincena dese mes se dispara o número de incendios? a ver se o enlace ese que teñen no setor o sabe.
polo resto, é evidente que este persoal coma sempre, no medio de datos que todos/as coñecemos e metendo algunha cousiña a ver se cola, non saben moi ben do que falan.
Nota: de onde traducirian o texto? , porque é evidente que non é seu. Demasiado "tecnico" nalgunhas partes para ser colleita deste persoal.
NotaI: o de "soares" chegoume á ialma. Como será Igor en upista? hohohohohohohohoho
calquera,
19.08.2005 - 10:26 (Id: 3480)
Efectivamente alfredo suarèz canal opta pola moderaciòn, que lle fixo perder o bng miles de votos, mentras as mafias do monte asilvestrado atacan ca rabia da derrota en todo-los frentes deixando terra queimada.
Terà a upg un plan quinquenal?
testada,
28.08.2005 - 11:15 (Id: 3546)
e digo eu, así como un pouco preocupada... e ese monte non che será da zona como dos UE ou algo así; e que galego galego... ese monte non parece moito:
"Mais um ano arde o monte nos quatro cantos do nosso país"
e eu nos UE creo que ainda non che estou, ou si, ou non, quen sabe.... camareiro outra pinta!!!!!!